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Aspectos contábeis relevantes para o sucesso das Startups!

Atualizado: 1 de jul. de 2022


Ivanildo Sousa - Revista SegNews




Nesta entrevista, o executivo Renato Bernardes, Contador da R2 Finance, que atua há mais de 20 anos à frente de Startups de sucesso e destaca que jamais foi multado pela Susep, fala sobre pontos importantes para que as novas empresas tenham sucesso em suas operações. De acordo com ele, assim como os novos empreendimentos, o segredo da sua bem sucedida trajetória profissional é o seu nível de conhecimento do ambiente regulatório para fazer um adequado planejamento das suas atividades.


Na visão de Renato Bernardes, graças à iniciativa da Susep ao autorizar a criação e a operação de novas empresas de modelo disruptivo, mesmo em plena pandemia, o Brasil se tornou um celeiro de Startups, especialmente as chamadas Fintechs e Insurtechs.


"Elas surgiram para revolucionar o mercado de produtos financeiros, seguros e de previdência através do uso intensivo da tecnologia.Em 2022, teremos uma segunda geração de empresas do sandbox regulatório, mas quantas delas realmente terão sucesso?Muitas Startups fazem seu plano de negócio de maneira simplista, sem saber quais decisões de investimento afetarão a liquidez da empresa no futuro. Assim, elas acabam sendo surpreendidas quando a Susep, que regula e monitora o mercado, exige correções nas suas rotas", destacou o Contador.


Conforme Bernardes, outro ponto importante é saber se a Companhia quer obter resultados nos primeiros anos, ou se criou um "Colchão de Reservas Técnicas" para absorver períodos futuros de maior sinistralidade. Além disso, enfatizou que outro aspecto é o super ou subdimensionamento das atividades principais e de suporte. "A diferença entre o remédio e o veneno é apenas a dose a ser aplicada", advertiu ele.


Outro alerta dado por Renato Bernardes foi em relação ao desconhecimento da regulação fiscal, que segundo ele é outro ponto que afeta muito o sucesso das empresas. "A carga tributária é pesada. Nem sempre os gestores das empresas têm a certeza de quais procedimentos devem ser adotados nos controles fiscais e se estão amparados pela legislação vigente. Não é toda prática de mercado que tem base legal e nem toda legislação que é passível de aplicação; cada caso é um caso. O excesso de burocracia deriva do mal entendimento sobre a aplicação prática das regras. ESG - social - meio ambiente - governança, assim como a complexa LGPD estão liberando novos monstros regulatórios", avaliou.


Explicou ainda que, "antes de executar controles de tecnologia e acessos, é necessário que se discuta qual tipo de informação se quer controlar". De acordo com ele, muitas vezes, os erros nessa aplicação tolhem a força de vendas e asfixiam a organização, mesmo nas áreas de controles primários. Ele acrescentou que "grande parte das empresas, não investem adequadamente em melhoria de qualidade dos seus processos. "Os executivos brasileiros, por sua vez, não têm tempo para se reciclar e se mantêm numa espécie de "bolha". Já os estrangeiros, que aqui atuam, colocam em dúvida a efetividade da fiscalização e têm a certeza de que poderão ser surpreendidos a qualquer momento, negativamente. Os quadros do FIP Susep terão mudanças e, apesar da implantação do SRO (sistema de registros operacionais) que é similar ao Sped Fiscal em tempo real, o FIP não deixará de existir. Dele é obtida e confirmada a maioria das informações de risco de solvência e liquidez", destacou


Bernardes avalia que "as Auditorias deverão passar a atuar "mais forte" na tecnologia, pois hoje a maioria das transações se dá no ambiente tecnológico sem necessariamente ter a assinatura do aceite do cliente nas propostas de seguros, prevalecendo a concordância dele num canal digital qualquer. Algumas Auditorias, entretanto, se mostram ineficazes e aplicam procedimentos defasados ou sem a preocupação requerida, não conseguindo ir além do que lhes é mostrado e, às vezes, elas não entendem mesmo as peculiaridades de cada operação"."Desse modo, seguem a respectiva cartilha de verificação, criando volume de burocracia. Contudo, a Susep considera o trabalho dos auditores primordial e como sendo “os olhos” da fiscalização dentro das empresas", afirmou Bernardes.



Mais um fator importante na avaliação de Renato Bernardes está relacionado à definição da política de investimento, para que as Companhias de Seguros e Previdência garantam altos índices de governança. E não apenas na alocação correta dos Ativos Garantidores das Reservas Técnicas, mas também na maior eficiência em Gestão Financeira, nos aspectos de caixa, liquidez e retorno acima do custo de oportunidade. "As análises contínuas do Fluxo de Caixa são essenciais para ampararem as decisões de Tesouraria, proporcionando sempre os melhores resultados ao Gestor Financeiro.


A política de crédito e recebíveis deve sempre acompanhar as características dos produtos, nos aspectos de cobertura e vigência, a fim de garantir os melhores índices de liquidez das Companhias.


A R2 Finance acumula experiência em todos os aspectos levantados nesta entrevista e oferece a sua expertise para estruturar as startups, sendo que já atuou em todas as etapas do processo financeiro, contábil, fiscal, tecnológico e assuntos regulatórios", concluiu Renato Bernardes.


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